
ESTE BLOG FOI CRIADO PARA AJUDAR AOS CATEQUISTAS QUE NECESSITAM DE AJUDA DE MATERIAIS DE TRABALHO. OS TRABALHOS POSTADOS AQUI SÃO DE OUTRAS PESSOAS QUE CRIARAM ESSAS BELAS OBRAS DE ARTE! CASO QUEIRAM QUE SEU MATERIAL SEJA RETIRADO É SÓ AVISAR,POR MOTIVOS AUTORAIS! ABRAÇO - VIVIA LETICIA.
domingo, 30 de março de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
HISTORIA DA CATEQUESE
- . HISTÓRIA DA CATEQUESE
- 2. CATEQUESE: KATÁ : ALGO QUE VEM DO ALTO ECHÉO-ÉKOS : O ATO DE FAZER ECOAR
- 3. CATEQUESE NO COMEÇO DO CRISTIANISMO: BUSCA DA IDENTIDADE NO MEIO DO MUNDO PAGÃO (SEC. I - V) DESPERTAVA PARA O SEGUIMENTO DE JESUS CRISTO, COMO PROCESSO DE CONVERSÃO;
- 4. VIVÊNCIA FRATERNA NA COMUNIDADE; CELEBRAÇÃO LITÚRGICA CENTRADA NA PARTILHA DA PALAVRA E DO PÃO; CUIDADO COM A VIDA DOS NECESSITADOS
- 5. CONTEÚDO CENTRAL: PESSOA DE JESUS CRISTO SUA MENSAGEM SALVÍFICA A MISSÃO DE JESUS
- 6. SER CRISTÃO COMPORTAVA UMA IDENTIDADE ESPECÍFICA, ESTA IDENTIDADE INCLUÍA ESSENCIALMENTE A CONVERSÃO A JESUS CRISTO E SE CONFIRMAVA PELA CONVIVÊNCIA CRISTÃ QUE PASSAVA AO CONVERTIDO, CONHECIMENTOS CADA VEZ MAIS PROFUNDOS E AMPLOS DA FÉ, EXIGÊNCIAS E, SOBRETUDO, ESTÍMULOS DE VIVÊNCIA DOS VALORES CRISTÃOS.
- 7. CATECUMENATO: PREPARAVA OS CANDIDATOS À VIVÊNCIA NA COMUNIDADE CRISTÃ, ATRAVÉS DA ESCUTA DA PALAVRA, DAS CELEBRAÇÕES DO TESTEMUNHO.
- 8. INTRODUZIA PROGRESSIVAMENTE NA PARTICIPAÇÃO DA VIDA CRISTÃ DENTRO DA COMUNIDADE.
- 9. VISAVA: COMPREENDER MELHOR A FÉ; DEIXAR DE LADO OS COSTUMES PAGÃOS; REALIZAR UM TEMPO DE CONVERSÃO E SANTIFICAÇÃO
- 10. II. A CATEQUESE NA IDADE MÉDIA: A IDENTIDADE CRISTÃ GERA A CRISTANDADE (SEC. V - XVI) COMO A RELIGIÃO CRISTÃ FOI IMPOSTA COMO OFICIAL, TODOS ERAM, DE CERTA FORMA, OBRIGADOS A ACATÁ-LA.
- 11. AS CELEBRAÇÕES SAIRAM DAS CATACUMBAS E RESIDENCIAS E FORAM PARA AS CATEDRAIS
- 12. A SOCIEDADE SE CONSIDERAVA ANIMADA PELA RELIGIÃO CRISTÃ, QUE ESTABELECEU UMA ALIANÇA ENTRE O PODER CIVIL E O PODER RELIGIOSO. A CATEQUESE JÁ NÃO CONSISTIA TANTO NUMA INICIAÇÃO À COMUNIDADE DE FÉ.
- 13. A CRIANÇA BATIZADA VIVIA EM TOTAL SIMBIOSE COM UMA SOCIEDADE, POR “NATUREZA CRISTÔ, DESDE O COLO DA MÃE, CRESCENDO NUM CONTEXTO SOCIAL “PLENAMENTE CRISTÃO”. A VIDA E A ARTE RETRATAVAM A MENSAGEM CRISTÃ: ESCULTURA, PINTURA, MÚSICA, TEATRO, VITRAIS, ARQUITETURA, FESTAS...
- 14. A EDUCAÇÃO DA FÉ SE REALIZAVA PELA PARTICIPAÇÃO NUMA VIDA SOCIAL, PROFISSIONAL E ARTÍSTICA MARCADA PELO RELIGIOSO, NUM “ AMBIENTE CRISTÃO” PRESENTE NA SOCIEDADE INTEIRA.
- 15. III. A CATEQUESE NA IDADE MODERNA: BUSCA DE IDENTIDADE CATÓLICA FACE AO PROTESTANTISMO (DO SEC. XVI AO VATICANO II) A CATEQUESE PASSOU A VALORIZAR MAIS A APRENDIZAGEM INDIVIDUAL, NA QUAL JÁ NÃO ERA TÃO MARCANTE A LIGAÇÃO COM A COMUNIDADE
- 16. CATEQUESE COMO INSTRUÇÃO FATORES: A) PREOCUPAÇÃO COM A CLAREZA E A EXATIDÃO DAS FORMULAÇÕES DOUTRINAIS; B) DESCOBERTA DA IMPRENSA E A DIFUSÃO DAS ESCOLAS; C) INFLUÊNCIA DO ILUMINISMO.
- 17. A CATEQUESE SAI DA FAMÍLIA E DA IGREJA PARA IR AO MEIO ESCOLAR, COMO ENSINO OBRIGATÓRIO; O MELHOR CRISTÃO ER AQUELE QUE MAIS SABIA SOBRE RELIGIÃO E NÃO AQUELE QUE SE COMPROMETIA COM A VIDA E A VIVÊNCIA DA FÉ;
- 18. A ATENÇÃO ERA DADA AS CRIANÇAS E NÃO AOS ADULTOS; IMPORTANTE ERA A FIDELIDADE ÀS FÓRMULAS VALORIZANDO A EXATIDÃO E A CLAREZA DO ENSINO DOUTRINAL; O CATECISMO TORNOU-SE UM REFERENCIAL DE SEGURANÇA SOBRE AS QUESTÕES DE FÉ.
- 19. A CATEQUESE PASSOU A SER DOUTRINA.
- 20. IV. EDUCAÇÃO PARA A FÉ E A VIDA (DO VATICANO II AOS NOSSOS DIAS) FRENTE A UMA CATEQUESE FRIA E TEÓRICA, É PRECISO VOLTAR ÀS FONTES E APRESENTÁ-LA COM UM NOVO ROSTO ADEQUADO PARA OS NOSSOS TEMPOS APÓS O VATICANO II, A IGREJA ABRE SUAS PORTAS PARA O NOVO E RENOVA SUA PRESENÇA NO MUNDO COMO SINAL DO REINO.
- 21. EM 1983, A CATEQUESE GANHA UM GRANDE IMPULSO COM O DOCUMENTO 26: “CATEQUESE RENOVADA”.
- 22. CATEQUESE: “ É UM PROCESSO DE EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA, PERMANENTE, PROGRESSIVA, ORDENADA, ORGÂNICA E SISTEMÁTICA DA FÉ. SUA FINALIDADE É A MATURIDADES DA FÉ, NUM COMPROMISSO PESSOAL E COMUNITÁRIO DE LIBERTAÇÃO INTEGRAL, QUE DEVE ACONTECER JÁ AQUI E CULMINAR NO REINO DEFINITIVO” (CR 318)
- 23. CARACTERÍSTICAS: LEVA EM CONSIDERAÇÃO A PESSOA E A COMUNIDADE; A BÍBLIA É O LIVRO FONTE; O ADULTO É O PRINCIPAL DESTINATÁRIO; CENTRALIZADA NO SEGMENTO DE JESUS CRISTO; PRIVILEGIA A OPÇÃO PELOS POBRES.
HISTÓRIA DA CATEQUESE NO BRASIL -1 PART.
HISTÓRIA DA CATEQUESE NO BRASIL
Luiz Carlos Ramos da Silva – formador – catequista – bacharel em teologia.
Fontes bibliográficas:
ü Dicionário de Catequética – Paulus.
ü 3ª Semana Brasileira de Catequese – Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética / CNBB.
ü Revistas de Catequese – ano 31, nº 126 – abril/junho 2009.
________________________________________________________________________
Introdução. A história da Catequese no Brasil, como a história da Igreja, se desenrola juntamente com os momentos vividos no país, desde a sua descoberta pelos portugueses, até a época atual, conforme relatos dos historiadores.
O Padroado português foi instituído durante os Descobrimentos, quando o Papaconcedeu a Portugal o exclusivo da organização e financiamento de todas as atividades religiosas nos domínios portugueses e nas terras descobertas pelos portugueses. Por isso, o Rei de Portugal passou a poder construir igrejas e nomear os padres e os bispos, sendo estes depois aprovados pelo Papa. Era também o Chefe de Estado Português que impunha o barrete cardinalício ao Patriarca de Lisboa.
Assim, as estruturas do Reino de Portugal tinham não só uma dimensão político-administrativa, mas também religiosa. Com a criação do Padroado, muitas das atividades características da Igreja Católica eram, na verdade, funções do poder político. Particularmente a Inquisição, que nos Impérios de Portugal e da Espanha (que também beneficiava do regime de padroado) funcionou mais como uma polícia do que a sua função inicial religiosa.
O Padroado português foi muito alterado ao longo dos tempos, mas os seus últimos vestígios foram suprimidos com o desmantelamento do Império Português e com o Concílio Vaticano II (1962-1965), que desencorajava este tipo de organização da Igreja, em que o Estado se intrometia demasiado nos assuntos eclesiásticos.
A catequese no Brasil Colônia (1500 – 1759), Com a expedição de Pedro Álvares Cabral, em 1500, que encontra a terra que mais tarde receberá o nome de Brasil, estavam capelães, coordenados por Frei Henrique Coimbra, que nessas novas terras celebra a Primeira Missa. Em 1549, com Tomé de Souza, primeiro governador, chega o primeiro grupo de jesuítas, tendo à frente padre Manoel da Nóbrega (1517-1570). 1553 acompanha o segundo governador geral, Duarte da Costa, o jovem Jesuíta, de 19 anos, José de Anchieta (1533-1597), natural de Tenerife, nas ilhas Canárias.
A História registra que um dos primeiros catequistas do Brasil foi Pedro palácios (1500-1570), um leigo ermitão, provavelmente muito devoto de São Pedro de Alcântara, que viajou para o Brasil com os primeiros jesuítas e se instalou, em 1558, numa gruta, perto de Vila Velha, onde se originou Vitória, a Capital do Estado do Espírito Santo.
Os colonizadores e colonizados identificavam a cultura européia com o cristianismo. Evangelizar e catequizar eram o mesmo que europeizar, aportuguesar. Tornar os índios cristãos requeria, portanto, torná-los portugueses, em tudo e para tudo, pois eram considerados pagãos e bárbaros inimigos da fé cristã e da civilização trazida pelos portugueses. Aos poucos nasceu e se firmou, no Brasil, a Cristandade Colonial, segundo os moldes da Cristandade Portuguesa medieval.
Podemos dizer eram quatro os métodos usados para a formação e a consolidação da Cristandade colonial no Brasil:
1º Espontâneo – era o da convivência dos portugueses com a população autóctone, influenciado-a no modo de viver como católico: suas devoções, as festas populares católicas, os casamentos entre os colonizadores e os nativos.
2º O trabalho dos missionários jesuítas, que organizaram e levaram à frente, de 1549 até 1580, um sistema de catequese, específica para a instrução religiosa dos Índios. Iniciaram, como escreve Nóbrega, a partir de um leigo, em 10 de abril de 1459: “O Irmão Vicente Rijo ensina a doutrina ás crianças cada dia, e, também, tem escola de ler e escrever... Mas foi José de Anchieta o verdadeiro líder deste processo de catequese dos indígenas. As demais Ordens Religiosas, Carmelitas, mercedários, Franciscanos, mesmo sem a catequese sistemática, como faziam os jesuítas, exerceram grande influência na evangelização e manutenção da fé nos colonizadores e nos índios.
3º Catequese paroquial – os padres, apesar de muito poucos, e mal preparados tinham obrigação de ensinar o catecismo.
4º Guerra santa – o império tinha o aval da Igreja para combater os inimigos desta fé. No Brasil Colônia esta guerra aconteceu contra os calvinistas e luteranos. Mas, também, contra os índios que se recusavam a ingressar na sociedade portuguesa, o que equivalia a recusar a Igreja.
E este quarto método fazia apelo à Inquisição introduzida em Portugal em 1536, por D. João III e, no Brasil, em 1591. Os suspeitos de heresia, de desrespeito grave aos padrões religiosos e morais do catolicismo da época, eram entregues aos tribunais eclesiásticos (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre).
A catequese no período da crise da consciência católica (1759-1840). Sebastião José de Carvalho e Mello, Marquês de Pombal, Ministro de D. José I de 1750 a 1777, expulsou a Companhia de Jesus de Portugal e de todas as colônias, por carta datada de 1759. Em conflito com o Vaticano, por assumirem ritos chineses e malabares nas missões da China e Japão, e por resistirem á secularização do pensamento, apoiada no princípio da razão e na nova ciência (Descartes, Newton, Locke), assim como a moderna concepção do Estado, que negava a intervenção papal e da Igreja nos assuntos temporais, os Jesuítas caíram na desgraça do governo português. Depois de ameaçá-los, o Marquês de Pombal confiscou todos os seus bens, e finalmente, com outros líderes da Europa, conseguiu o Papa a extinção da Companhia de Jesus, que foi reabilitada pelo papa Pio VII em 1814.
Nestes 55 anos de silêncio dos jesuítas no Brasil e com as Ordens religiosas em crise, a Igreja ficou profundamente enfraquecida em sua influência social.
Esta crise católica enfraqueceu a Igreja neste período, ocasionando uma lacuna na formação do catolicismo brasileiro, e com certa influência do galicanismo jansenista, no clero. Isso alimentou um movimento entre os padres propondo uma Igreja de cunho nacionalista brasileiro, com um clero não celibatário e num estilo de vida muito semelhante ao dos leigos.
A catequese na reforma católica de índole tridentina (1840 a 1920). A Reforma Tridentina foi introduzida no Brasil apenas em meados do século XIX, quando D. Pedro II iniciava seu reinado, em 1840. O episcopado brasileiro decidiu substituir o tradicional catolicismo lusitano, de cunho medieval e submisso ao Estado, pelo catolicismo de caráter romano, desvinculado do poder civil, e reformado de acordo com as decisões do concílio de Trento (1545-1563), com amplas mudanças na vida do clero, na liturgia (Missal de Pio V), no catecismo (catecismo Romano de Trento) etc. A reforma tridentina aconteceu de 1840 a 1889, tendo sua fase de consolidação nas três primeiras décadas da república, isto é, de 1890 a 1920, com o reforço do Concílio Plenário para a América Latina, em Roma, com Leão XIII (1900), e a renovação da catequese liderada pelo Papa Pio X (1905).
A restauração da influência católica na sociedade (1920-1960).Não foi fácil para a Igreja atuar nas primeiras décadas da República, devido à separação Estado e Igreja, imposta pelo novo regime de governo. Mas, além da quase totalidade do povo ser católico, o zelo pela ordem social sempre manteve a Igreja nas boas graças do governo. Isso encorajou alguns bispos a propor uma afirmação maior da Igreja na sociedade e um novo entendimento oficial com o Governo, sobretudo, no sentido de mútua colaboração para o bem dom o país. O catecismo e o ensino da religião nas escolas do Estado, afirmavam os bispos, eram pilastras fundamentais para a formação do cidadão honesto e cumpridor de seus deveres com a família e a pátria.
A renovação da Catequese sob influência do Concílio Vaticano II(de 1965 em diante). A catequese no Brasil influenciada pelo Plano de Emergência da CNBB, 1962, e, em seguida pela renovação católica desencadeada pelo Concílio Vaticano II (1962-1965) entra num progressivo processo de renovação, com marcos significativos em sua caminhada.
No começo da década de sessenta o Brasil recebe forte influência da catequese francesa, por meio de ex-alunos do Instituto Superior de catequese de Paris (ISPC), que no Brasil criam algo similar, que foi de grande importância para a nossa Igreja: o Instituto Superior de Pastoral Catequética (ISPAC), que se multiplica por diversas capitais do Brasil.
Em julho de 1969, na X Assembléia Geral da CNBB, o Secretariado Nacional de Catequese, em seu relatório, apresenta a necessidade urgente de uma nova imagem da catequese, que ultrapasse o nocionismo e as memorizações para a redescoberta da mensagem cristã e do compromisso com a missão profética da Igreja. Uma catequese encarnada na vida pessoal e comunitária do homem, que vive e atua na família, na profissão, na política, na cultura. DICIONÁRIO DE CATEQUÉTICA - PAULUS
Em 15 de abril de 1983, foi aprovado, durante a 21ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o documento Catequese Renovada: orientações e conteúdos, trazendo novas formas de se pensar e de se fazer a educação da fé.
Entre 13 e 18 de outubro de 1986, na Vila Kostka, em Itaici, Idaiatuba, São Paulo, realizou-se a 1ª Semana Brasileira de Catequese, com o tema central “Fé e vida em comunidade: renovação da Igreja e transformação da sociedade”.
Em 2001, nos dias 8 a 12 de outubro, foi realizada a 2ª SBC, em Itaici (SP), com o tema central “Com adultos, catequese adulta” e o lema “Crescer rumo a maturidade em Cristo (Ef 4, 13)”.
2005, na 43ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, entre os dias 9 e 17 de agosto, foi aprovado o texto do documento 83, Diretório Nacional de Catequese.
O objetivo geral do Diretório Nacional de Catequese é apresentar a natureza e a finalidade da catequese, traçar os critérios de ação catequética, orientar, coordenar e estimular a atividade catequética nas diversas regiões. Pretende, para tanto, estabelecer princípios bíblico-teológicos para promover e impulsionar a renovação da mentalidade catequética; orientar o planejamento e a realização da atividade catequética; coordenar as diversas iniciativas catequéticas; estimular e articular a ação catequética com as outras dimensões da pastoral.
2006, a 44ª Assembléia Geral da CNBB proclamou 2009 como o Ano Catequético Nacional, com o tema “Catequese, caminho para o discipulado”, inspirado no Documento de Aparecida (2007). O lema “Nosso coração arde quando Ele fala, explica as Escrituras e parte o pão (cf. Lc 24, 32.35)” apresenta a jornada dos discípulos de Emaús como iluminação para a prática catequética.
A preparação para o Ano Catequético Nacional foi organizado em três momentos, sempre tendo como eixo propulsor o Diretório Nacional de Catequese:
2007 – a fase da realidade e sensibilidade, tendo como palavra-chave “Encontro” e como fio condutor “Aprender caminhando com o Mestre”.
2008 – a fase do aprofundamento, com a palavra-chave “Aprofundamento” e como fio condutor “Aprender ouvindo o Mestre”.
2009 – o momento de celebração e ação, com as palavras-chave “Eucaristia – Missão”. 3ª SEMANA BRASILEIRA DE CATEQUESE – INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ – COMISSÃO EPISCOPAL PASTORAL PARA A ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA – CNBB
Gestação de novo tipo de Catecismo.Na família, a espera pela criança que vai nascer atinge todos e tudo. É um pouco o que se dá com o projeto de um novo catecismo local, a ser imaginado, programado e gestado com os olhos atentos às novas situações em que ele vai nascer. Todos somos convidados a colaborar, cientes de que enfoques, programação, subsídios, não podem mais ser os mesmos de 10 anos atrás. Fiéis ao passado, mas sem nos prendermos a ele, vamos pensar:
1. Como aproveitar as chances de renovação que a pós-modernidade nos oferece?
2. Como discernir o que é prioritário no momento atual?
3. Como resistir profeticamente ao que é inaceitável para nós?
4. Como preparar-nos para o diferente que já vem vindo?
5. Quais são os efeitos do multiculturalismo sobre as novas gerações?
6. Como respeitar lacunas e deficiências inerentes à processualidade da busca religiosa, sem fazer concessões indevidas, que podem dar a impressão de barateamento da fé?
7. Como programar a catequese, nas diversas faixas etárias e situações, tendo em mente essas preocupações?
Pe. WOLFGANG GRUEN, SALESIANO, REVISTA DE CATEQUESE, ANO 31, Nº 126, ABRIL-JUNHO 2009, UNISAL, CENTRO UNIVERSITÁRIO SALESIANO DE SÃO PAULO.
Luiz Carlos Ramos da Silva – formador – catequista – bacharel em teologia.
Fontes bibliográficas:
ü Dicionário de Catequética – Paulus.
ü 3ª Semana Brasileira de Catequese – Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética / CNBB.
ü Revistas de Catequese – ano 31, nº 126 – abril/junho 2009.
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Introdução. A história da Catequese no Brasil, como a história da Igreja, se desenrola juntamente com os momentos vividos no país, desde a sua descoberta pelos portugueses, até a época atual, conforme relatos dos historiadores.
O Padroado português foi instituído durante os Descobrimentos, quando o Papaconcedeu a Portugal o exclusivo da organização e financiamento de todas as atividades religiosas nos domínios portugueses e nas terras descobertas pelos portugueses. Por isso, o Rei de Portugal passou a poder construir igrejas e nomear os padres e os bispos, sendo estes depois aprovados pelo Papa. Era também o Chefe de Estado Português que impunha o barrete cardinalício ao Patriarca de Lisboa.
Assim, as estruturas do Reino de Portugal tinham não só uma dimensão político-administrativa, mas também religiosa. Com a criação do Padroado, muitas das atividades características da Igreja Católica eram, na verdade, funções do poder político. Particularmente a Inquisição, que nos Impérios de Portugal e da Espanha (que também beneficiava do regime de padroado) funcionou mais como uma polícia do que a sua função inicial religiosa.
O Padroado português foi muito alterado ao longo dos tempos, mas os seus últimos vestígios foram suprimidos com o desmantelamento do Império Português e com o Concílio Vaticano II (1962-1965), que desencorajava este tipo de organização da Igreja, em que o Estado se intrometia demasiado nos assuntos eclesiásticos.
A catequese no Brasil Colônia (1500 – 1759), Com a expedição de Pedro Álvares Cabral, em 1500, que encontra a terra que mais tarde receberá o nome de Brasil, estavam capelães, coordenados por Frei Henrique Coimbra, que nessas novas terras celebra a Primeira Missa. Em 1549, com Tomé de Souza, primeiro governador, chega o primeiro grupo de jesuítas, tendo à frente padre Manoel da Nóbrega (1517-1570). 1553 acompanha o segundo governador geral, Duarte da Costa, o jovem Jesuíta, de 19 anos, José de Anchieta (1533-1597), natural de Tenerife, nas ilhas Canárias.
A História registra que um dos primeiros catequistas do Brasil foi Pedro palácios (1500-1570), um leigo ermitão, provavelmente muito devoto de São Pedro de Alcântara, que viajou para o Brasil com os primeiros jesuítas e se instalou, em 1558, numa gruta, perto de Vila Velha, onde se originou Vitória, a Capital do Estado do Espírito Santo.
Os colonizadores e colonizados identificavam a cultura européia com o cristianismo. Evangelizar e catequizar eram o mesmo que europeizar, aportuguesar. Tornar os índios cristãos requeria, portanto, torná-los portugueses, em tudo e para tudo, pois eram considerados pagãos e bárbaros inimigos da fé cristã e da civilização trazida pelos portugueses. Aos poucos nasceu e se firmou, no Brasil, a Cristandade Colonial, segundo os moldes da Cristandade Portuguesa medieval.
Podemos dizer eram quatro os métodos usados para a formação e a consolidação da Cristandade colonial no Brasil:
1º Espontâneo – era o da convivência dos portugueses com a população autóctone, influenciado-a no modo de viver como católico: suas devoções, as festas populares católicas, os casamentos entre os colonizadores e os nativos.
2º O trabalho dos missionários jesuítas, que organizaram e levaram à frente, de 1549 até 1580, um sistema de catequese, específica para a instrução religiosa dos Índios. Iniciaram, como escreve Nóbrega, a partir de um leigo, em 10 de abril de 1459: “O Irmão Vicente Rijo ensina a doutrina ás crianças cada dia, e, também, tem escola de ler e escrever... Mas foi José de Anchieta o verdadeiro líder deste processo de catequese dos indígenas. As demais Ordens Religiosas, Carmelitas, mercedários, Franciscanos, mesmo sem a catequese sistemática, como faziam os jesuítas, exerceram grande influência na evangelização e manutenção da fé nos colonizadores e nos índios.
3º Catequese paroquial – os padres, apesar de muito poucos, e mal preparados tinham obrigação de ensinar o catecismo.
4º Guerra santa – o império tinha o aval da Igreja para combater os inimigos desta fé. No Brasil Colônia esta guerra aconteceu contra os calvinistas e luteranos. Mas, também, contra os índios que se recusavam a ingressar na sociedade portuguesa, o que equivalia a recusar a Igreja.
E este quarto método fazia apelo à Inquisição introduzida em Portugal em 1536, por D. João III e, no Brasil, em 1591. Os suspeitos de heresia, de desrespeito grave aos padrões religiosos e morais do catolicismo da época, eram entregues aos tribunais eclesiásticos (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre).
A catequese no período da crise da consciência católica (1759-1840). Sebastião José de Carvalho e Mello, Marquês de Pombal, Ministro de D. José I de 1750 a 1777, expulsou a Companhia de Jesus de Portugal e de todas as colônias, por carta datada de 1759. Em conflito com o Vaticano, por assumirem ritos chineses e malabares nas missões da China e Japão, e por resistirem á secularização do pensamento, apoiada no princípio da razão e na nova ciência (Descartes, Newton, Locke), assim como a moderna concepção do Estado, que negava a intervenção papal e da Igreja nos assuntos temporais, os Jesuítas caíram na desgraça do governo português. Depois de ameaçá-los, o Marquês de Pombal confiscou todos os seus bens, e finalmente, com outros líderes da Europa, conseguiu o Papa a extinção da Companhia de Jesus, que foi reabilitada pelo papa Pio VII em 1814.
Nestes 55 anos de silêncio dos jesuítas no Brasil e com as Ordens religiosas em crise, a Igreja ficou profundamente enfraquecida em sua influência social.
Esta crise católica enfraqueceu a Igreja neste período, ocasionando uma lacuna na formação do catolicismo brasileiro, e com certa influência do galicanismo jansenista, no clero. Isso alimentou um movimento entre os padres propondo uma Igreja de cunho nacionalista brasileiro, com um clero não celibatário e num estilo de vida muito semelhante ao dos leigos.
A catequese na reforma católica de índole tridentina (1840 a 1920). A Reforma Tridentina foi introduzida no Brasil apenas em meados do século XIX, quando D. Pedro II iniciava seu reinado, em 1840. O episcopado brasileiro decidiu substituir o tradicional catolicismo lusitano, de cunho medieval e submisso ao Estado, pelo catolicismo de caráter romano, desvinculado do poder civil, e reformado de acordo com as decisões do concílio de Trento (1545-1563), com amplas mudanças na vida do clero, na liturgia (Missal de Pio V), no catecismo (catecismo Romano de Trento) etc. A reforma tridentina aconteceu de 1840 a 1889, tendo sua fase de consolidação nas três primeiras décadas da república, isto é, de 1890 a 1920, com o reforço do Concílio Plenário para a América Latina, em Roma, com Leão XIII (1900), e a renovação da catequese liderada pelo Papa Pio X (1905).
A restauração da influência católica na sociedade (1920-1960).Não foi fácil para a Igreja atuar nas primeiras décadas da República, devido à separação Estado e Igreja, imposta pelo novo regime de governo. Mas, além da quase totalidade do povo ser católico, o zelo pela ordem social sempre manteve a Igreja nas boas graças do governo. Isso encorajou alguns bispos a propor uma afirmação maior da Igreja na sociedade e um novo entendimento oficial com o Governo, sobretudo, no sentido de mútua colaboração para o bem dom o país. O catecismo e o ensino da religião nas escolas do Estado, afirmavam os bispos, eram pilastras fundamentais para a formação do cidadão honesto e cumpridor de seus deveres com a família e a pátria.
A renovação da Catequese sob influência do Concílio Vaticano II(de 1965 em diante). A catequese no Brasil influenciada pelo Plano de Emergência da CNBB, 1962, e, em seguida pela renovação católica desencadeada pelo Concílio Vaticano II (1962-1965) entra num progressivo processo de renovação, com marcos significativos em sua caminhada.
No começo da década de sessenta o Brasil recebe forte influência da catequese francesa, por meio de ex-alunos do Instituto Superior de catequese de Paris (ISPC), que no Brasil criam algo similar, que foi de grande importância para a nossa Igreja: o Instituto Superior de Pastoral Catequética (ISPAC), que se multiplica por diversas capitais do Brasil.
Em julho de 1969, na X Assembléia Geral da CNBB, o Secretariado Nacional de Catequese, em seu relatório, apresenta a necessidade urgente de uma nova imagem da catequese, que ultrapasse o nocionismo e as memorizações para a redescoberta da mensagem cristã e do compromisso com a missão profética da Igreja. Uma catequese encarnada na vida pessoal e comunitária do homem, que vive e atua na família, na profissão, na política, na cultura. DICIONÁRIO DE CATEQUÉTICA - PAULUS
Em 15 de abril de 1983, foi aprovado, durante a 21ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o documento Catequese Renovada: orientações e conteúdos, trazendo novas formas de se pensar e de se fazer a educação da fé.
Entre 13 e 18 de outubro de 1986, na Vila Kostka, em Itaici, Idaiatuba, São Paulo, realizou-se a 1ª Semana Brasileira de Catequese, com o tema central “Fé e vida em comunidade: renovação da Igreja e transformação da sociedade”.
Em 2001, nos dias 8 a 12 de outubro, foi realizada a 2ª SBC, em Itaici (SP), com o tema central “Com adultos, catequese adulta” e o lema “Crescer rumo a maturidade em Cristo (Ef 4, 13)”.
2005, na 43ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, entre os dias 9 e 17 de agosto, foi aprovado o texto do documento 83, Diretório Nacional de Catequese.
O objetivo geral do Diretório Nacional de Catequese é apresentar a natureza e a finalidade da catequese, traçar os critérios de ação catequética, orientar, coordenar e estimular a atividade catequética nas diversas regiões. Pretende, para tanto, estabelecer princípios bíblico-teológicos para promover e impulsionar a renovação da mentalidade catequética; orientar o planejamento e a realização da atividade catequética; coordenar as diversas iniciativas catequéticas; estimular e articular a ação catequética com as outras dimensões da pastoral.
2006, a 44ª Assembléia Geral da CNBB proclamou 2009 como o Ano Catequético Nacional, com o tema “Catequese, caminho para o discipulado”, inspirado no Documento de Aparecida (2007). O lema “Nosso coração arde quando Ele fala, explica as Escrituras e parte o pão (cf. Lc 24, 32.35)” apresenta a jornada dos discípulos de Emaús como iluminação para a prática catequética.
A preparação para o Ano Catequético Nacional foi organizado em três momentos, sempre tendo como eixo propulsor o Diretório Nacional de Catequese:
2007 – a fase da realidade e sensibilidade, tendo como palavra-chave “Encontro” e como fio condutor “Aprender caminhando com o Mestre”.
2008 – a fase do aprofundamento, com a palavra-chave “Aprofundamento” e como fio condutor “Aprender ouvindo o Mestre”.
2009 – o momento de celebração e ação, com as palavras-chave “Eucaristia – Missão”. 3ª SEMANA BRASILEIRA DE CATEQUESE – INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ – COMISSÃO EPISCOPAL PASTORAL PARA A ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA – CNBB
Gestação de novo tipo de Catecismo.Na família, a espera pela criança que vai nascer atinge todos e tudo. É um pouco o que se dá com o projeto de um novo catecismo local, a ser imaginado, programado e gestado com os olhos atentos às novas situações em que ele vai nascer. Todos somos convidados a colaborar, cientes de que enfoques, programação, subsídios, não podem mais ser os mesmos de 10 anos atrás. Fiéis ao passado, mas sem nos prendermos a ele, vamos pensar:
1. Como aproveitar as chances de renovação que a pós-modernidade nos oferece?
2. Como discernir o que é prioritário no momento atual?
3. Como resistir profeticamente ao que é inaceitável para nós?
4. Como preparar-nos para o diferente que já vem vindo?
5. Quais são os efeitos do multiculturalismo sobre as novas gerações?
6. Como respeitar lacunas e deficiências inerentes à processualidade da busca religiosa, sem fazer concessões indevidas, que podem dar a impressão de barateamento da fé?
7. Como programar a catequese, nas diversas faixas etárias e situações, tendo em mente essas preocupações?
Pe. WOLFGANG GRUEN, SALESIANO, REVISTA DE CATEQUESE, ANO 31, Nº 126, ABRIL-JUNHO 2009, UNISAL, CENTRO UNIVERSITÁRIO SALESIANO DE SÃO PAULO.
DICIONARIO ECLESIAL - SIGNIFICIDOS - SITES ONDE ENCONTRA-LOS :
http://www.doutrinacatolica.com/modules/mydownloads/viewcat.php?op=&cid=7
http://www.doutrinacatolica.com/dicionario/index.php?i=A
http://www.ecclesia.pt/catolicopedia/
http://www.veritatis.com.br/antigo/9027-dicionario-eclesial
http://www.bibliacatolica.com.br/dicionario-biblico/
http://www.ecclesia.pt/catolicopedia/
http://books.google.com.br/books?id=BsLKGNvzzfYC&pg=PA418&lpg=PA418&dq=dicionario+eclesial+catolica&source=bl&ots=n-t2Wg3p2r&sig=-27nIwngqWbgEbfWADksFNGDGMY&hl=pt-BR&sa=X&ei=OaQxU_6VEuSW0QGT54DQAw&ved=0CEYQ6AEwAw#v=onepage&q=dicionario%20eclesial%20catolica&f=false

http://www.dicionariodafe.com/index.php?pg=livisitas/livisitas_assinar
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SUGESTÃO DE MATERIAIS E SITES PARA APOIO !
http://www.diocesepetropolis.org.br/pdf/01_a_iniciacao_crista_vida_nova_em_cristo_apostila.pdf
INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ


Bom dia,CArissimos ,irmãos de caminhada !
Sugestao de sites para se fazer pesquisas:
http://catequeseebiblia.blogspot.com.br/2011/08/historia-do-mes-das-vocacoes.html
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http://catequeseebiblia.blogspot.com.br/2012/05/formacao-de-catequistas-1.html
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http://catequeseebiblia.blogspot.com.br/2012/04/ecumenismo-e-dialogo-inter-religioso.html
http://www.cnbb.org.br/intranet/catequistas/
http://catequeseebiblia.blogspot.com.br/2012/02/revista-de-catequese.html
dicionarios biblicos -
biblia -online -http://www.bibliacatolica.com.br/
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História da catequese - Pesquisas e blogs -1
Século primeiro: do hino à narração
Neste primeiro século devido às características que estavam presentes no modo de catequizar dos primeiros cristãos, podemos dividi-lo em dois momentos. Primeiramente devemos ter em mente que os cristãos, em sua maioria vinham do Judaísmo, e tiveram contato pessoalmente com Jesus. Muito já sabiam sobre ele. Por isso até o ano 70 a catequese era feita de forma hinológica, ou seja, com forte orientação batismal e muito voltada para o alto: tendo Jesus como Senhor, ressuscitado, Juiz, que voltará logo. Também no ano 70 houve a destruição de Jerusalém e a diáspora, ou seja, a dispersão dos judeus e Judeu-cristãos, ocasionando um maior contato com a cultura pagã. A 2ª e a 3ª gerações não viram e não tinham conhecimento profundo do messias, principalmente os pagãos. Então sentiram a necessidade de refletir mais um Jesus, também, histórico. Conseqüentemente a catequese toma uma nova característica: passa de hinológica para uma narrativa dos fatos da vida de Jesus. Foi justamente aí, neste contexto, que nasceram os evangelhos, que são o maior material catequético que um cristão pode ter....
Anos 100 a 400: o catecumenato (Batismo crisma e eucaristia).
Nos primórdios, as pessoas que queriam fazer parte do cristianismo precisavam fazer duas coisas: pedir o batismo e professar a fé no Cristo. Então logo esta pessoa era inserida no meio da comunidade como um membro ativo na Igreja. Porém dois acontecimentos mudaram, mais uma vez o rumo da catequese:
Primeiro: A diáspora: No ano 70 com a dispersão dos judeus e judeu-cristãos, os cristãos mantêm um maior contato com a cultura greco-romana, ocasionando muitas conversões de romanos e gregos ao cristianismo.
Segundo: A perseguição: O Império romano, liderado por Nero, persegue os neoconvertidos. Estas duas situações exigiam uma catequese muito bem fundamentada, para corresponder aos "ataques" referentes a doutrina dos apóstolos. Esta catequese teria como objetivo combater as heresias (desvios da fé em pontos essenciais). E também evitar que os cristãos capturados pelos romanos se tornassem apóstatas, negadores da fé.
Para combater esses problemas a catequese toma uma forma mais rigorosa e exigente. A partir daí surge o catecumenato: tratava-se de um período de três anos de preparação para o batismo. Refletindo profundamente o modo de vida dos cristãos, seus costumes, etc. Depois deste tempo era realizado uma espécie de escrutinho, se o candidato fosse aprovado, passava a ser um ouvinte-observador dos crentes. Depois de três anos um novo exame, que o tornava eleito para a preparação imediata para o batismo. Nesta "preparação imediata", recebia o creio e o pai nosso para o candidato estudar em oito dias depois. Quando, enfim, recebia o sacramento do batismo era chamado de Neófito, que quer dizer regenerado, recebia os sacramentos de iniciação: catequese mistagógica.
A responsabilidade de todo esse processo era de uma catequista, que em nome da comunidade, se encarregava não só da instrução religiosa mas também da verificação das mudanças de comportamento do candidato. Outra grande característica deste tempo é o surgimento de várias escolas de catequese, dentre as quais podemos destacar as mais famosas como a escola de Alexandria, no Egito; escola catequética de Cesária; e a escola de Antioquia, lugar onde os seguidores de Jesus foram chamados de cristãos pela primeira vez.(At 11, 26).
Primeiro: A diáspora: No ano 70 com a dispersão dos judeus e judeu-cristãos, os cristãos mantêm um maior contato com a cultura greco-romana, ocasionando muitas conversões de romanos e gregos ao cristianismo.
Segundo: A perseguição: O Império romano, liderado por Nero, persegue os neoconvertidos. Estas duas situações exigiam uma catequese muito bem fundamentada, para corresponder aos "ataques" referentes a doutrina dos apóstolos. Esta catequese teria como objetivo combater as heresias (desvios da fé em pontos essenciais). E também evitar que os cristãos capturados pelos romanos se tornassem apóstatas, negadores da fé.
Para combater esses problemas a catequese toma uma forma mais rigorosa e exigente. A partir daí surge o catecumenato: tratava-se de um período de três anos de preparação para o batismo. Refletindo profundamente o modo de vida dos cristãos, seus costumes, etc. Depois deste tempo era realizado uma espécie de escrutinho, se o candidato fosse aprovado, passava a ser um ouvinte-observador dos crentes. Depois de três anos um novo exame, que o tornava eleito para a preparação imediata para o batismo. Nesta "preparação imediata", recebia o creio e o pai nosso para o candidato estudar em oito dias depois. Quando, enfim, recebia o sacramento do batismo era chamado de Neófito, que quer dizer regenerado, recebia os sacramentos de iniciação: catequese mistagógica.
A responsabilidade de todo esse processo era de uma catequista, que em nome da comunidade, se encarregava não só da instrução religiosa mas também da verificação das mudanças de comportamento do candidato. Outra grande característica deste tempo é o surgimento de várias escolas de catequese, dentre as quais podemos destacar as mais famosas como a escola de Alexandria, no Egito; escola catequética de Cesária; e a escola de Antioquia, lugar onde os seguidores de Jesus foram chamados de cristãos pela primeira vez.(At 11, 26).
500 a 600: Início de uma nova fase
Neste tempo o Império romano começa a declinar devido a invasão dos bárbaros no ocidente. Até então a catequese era caracterizada por uma visão mais oriental, ou seja, sua doutrina fundamentava-se nos grandes Concílios: Nicéia e Constantinopla, esquecendo da realidade concreta. A causa de tudo isso era simplesmente uma ideologia reinante no oriente: tudo que é ligado ao corpo, ao material era ruim (gnosticismo), por isso suas reflexões teológicas estavam centradas num Cristo "Pantocrator" (rei todo poderoso). Esta invasão bárbara fez com que a Igreja voltasse a sua catequese para um Cristo mais histórico: o sofredor, crucificado, o pecado original, a liberdade de consciência, a eficácia e validade dos sacramentos. Começa então o declínio do catecumenato e o batismo de crianças torna-se uma prática comum.
600 a 1500: A cristandade
Depois da chegada dos bárbaros no Império romano o número de analfabetos aumenta, conseqüentemente a catequese sofre nova mudança: passa a ser muito mais reduzida à pregação. Além disso, por causa da união entre a Igreja e o estado, o cristianismo muito se consolidou. Então todos por medo ou por interesse tornam-se cristãos. Também neste tempo a Igreja adaptou e assimilou muitos costumes pagãos, cristianizando-os. Mais interessante ainda é vermos que não só a sociedade mas tudo era cristão: o tempo-- medido pelo sino da Igreja, a festa do santo (os nossos dias de semana) por exemplo, a arte-teatro, poesias, o canto gregoriano...Cresce a devoção e diminui a formação, esta que começava a ser responsabilidade dos pais e dos padrinhos.
A catequese na época moderna
Nesta época, entre 1550-1600, a Igreja ao ver a necessidade de muita formação para os leigos resolve elaborar grandes catecismos, os quais continham uma doutrina muito bem formulada e exata, que conseguiria suprir às necessidades da instrução dos fiéis. Dentre estes destacamos os seguintes catecismos:
De Lutero, em 1529.
O de são Pedro Canísio, no ano 1555. O de são Carlos Borromeu, em 1566 ( dedicado aos padres ). O de são Belarmino, em 1597 e muitos outros.
Depois do Concílio de Trento a Igreja adotou um catecismo em perguntas e respostas, o qual deveria ser memorizado pelos leigos para que assim permanecessem firmes na sua fé, rebatendo a doutrina protestante. A etapa do livrinho "o catecismo" durou quatro séculos.
De Lutero, em 1529.
O de são Pedro Canísio, no ano 1555. O de são Carlos Borromeu, em 1566 ( dedicado aos padres ). O de são Belarmino, em 1597 e muitos outros.
Depois do Concílio de Trento a Igreja adotou um catecismo em perguntas e respostas, o qual deveria ser memorizado pelos leigos para que assim permanecessem firmes na sua fé, rebatendo a doutrina protestante. A etapa do livrinho "o catecismo" durou quatro séculos.
Catequese como educação permanente na fé
No século 20 redescobriram na catequese a importância da iniciação cristã e o seu lugar na comunidade de fé. Depois do Concílio Vaticano II a Igreja mais uma vez passa por um processo de amadurecimento. Não mais se identifica com a sociedade. Volta a consciência de Igreja sinal, sacramento, luz, sal do mundo, Igreja comunidade de fé, de culto e de fraternidade. Para isso contribuíram os movimentos: *Bíblicos *Patrísticos (escritos dos padres da Igreja), *litúrgico, *querigmáticos (anúncio); as descobertas: da psicologia, da pedagogia e de outras ciências humanas como auxílio à catequese.
E a catequese começa a se concretizar em:
"Voltar o espírito da educação permanente da fé, para a participação e comunhão na comunidade de fé; voltar a iniciativa do catecumenato; voltar a dar importância as pequenas comunidades, lugar de consciência, ponto de partida para o testemunho no mundo; mostrar a necessidade de conversão e de compromisso no meio de uma comunidade cristã para a formação de um novo mundo". É por estes motivos que o objetivo da catequese é despertar nas pessoas a consciência de uma sociedade sólida e firme na fé. Uma sincera conversão e um compromisso com a comunidade par a transformação do mundo e a renovação da Igreja. João Paulo II recomenda aos Bispos:
"Que a preocupação de promover catequese ativa e eficaz não ceda nada frente a qualquer outra preocupação, seja ela qual for".
segunda-feira, 24 de março de 2014
Cores litúrgicas na Igreja Católica Apostólica Romana
As cores litúrgicas na Igreja Católica Apostólica Romana são reguladas pelo nº. 346 da vigente Instrução Geral do Missal Romano1 (doravante, IGMR), 3a. edição típica, promulgada em março de 2002 juntamente com a nova edição do Missal Romano. A IGMR estabelece que seja sempre observado o uso tradicional, mas as Conferências Episcopais podem determinar e propor à Santa Sé adaptações que correspondam às necessidades e ao caráter de cada povo.
As cores aprovadas pela IGMR, segundo o uso tradicional, e seus respectivos tempos de uso ao longo do ano litúrgico são o branco, o vermelho, o verde, o roxo, o preto e o rosa. O uso de diversas cores na liturgia da Igreja Católica surgiu dos significados místicos atribuídos a cada uma delas. Cores não previstas diretamente na IGMR, como dourado, prateado e azul serão discutidas abaixo.
BRANCO
O branco é usado nos Ofícios e Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor, bem como nas suas festas e memórias, exceto as da Paixão; nas festas e memórias da Bem-av. Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não Mártires, na festa de Todos os Santos (1 de Novembro), naNatividade de São João Batista (24 de Junho), na festa de São João Evangelista (27 de Dezembro), da Cátedra de São Pedro (22 de Fevereiro) e da Conversão de São Paulo (25 de Janeiro). O branco é símbolo da luz, tipificando a inocência e a pureza, a alegria e a glória.
O branco é usado nos Ofícios e Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor, bem como nas suas festas e memórias, exceto as da Paixão; nas festas e memórias da Bem-av. Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não Mártires, na festa de Todos os Santos (1 de Novembro), naNatividade de São João Batista (24 de Junho), na festa de São João Evangelista (27 de Dezembro), da Cátedra de São Pedro (22 de Fevereiro) e da Conversão de São Paulo (25 de Janeiro). O branco é símbolo da luz, tipificando a inocência e a pureza, a alegria e a glória.
Vermelho
O vermelho é usado no Domingo de ramos e na Sexta-feira Santa; no domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos e Evangelistas (com exceção de São João), e nas celebrações dos Santos Mártires. Simboliza as línguas de fogo em Pentecostes e o sangue derramado por Cristo e pelos mártires, além de indicar a caridade inflamante.
Verde
O verde se usa nos Ofícios e Missas do Tempo Comum. Simboliza a cor das plantas e árvores, prenunciando a esperança da vida eterna.
O Verde representa a luta no mundo de movimentos de proteção ao meio-ambiente. Num semáforo, a cor verde geralmente representa "siga em frente" ou "passagem livre".
- O Verde é a cor do equilíbrio.
- O verde é a cor da esperança.
Roxo
O roxo usado no Tempo do Advento e no Tempo Quaresmal.O Roxo no Advento : O roxo no advento não significa penitência, mas um recolhimento, uma purificação da vida pela justiça e pela verdade, preparando os caminhos do Senhor.O Roxo vem acompanhado do sentido de um recolhimento que alimenta uma esperança.O Roxo na Quaresma: Aqui o roxo se refere a uma profunda interiorização num tempo forte de penitência e conversão, de jejum e oração.É também uma espera por um grande acontecimento, que nos convoca a uma preparação adequada.
Preto
O preto pode ser usado, onde for o costume, nas Missas pelos mortos. Denota um símbolo de luto, significando a tristeza da morte e a escuridão do sepulcro. Ao contrário do que pensam muitos clérigos e leigos, a cor preta não foi abolida nem pela IGMR anterior (que acompanhava o Missal de S.S. Papa Paulo VI) nem pelo atual. Segue sendo uma opção para a missa pelos mortos, onde for costume utilizá-la. No Brasil, contudo, o uso do preto nas celebrações pelos fiéis defuntos foi, na prática, abolido, havendo sido substituído pelo uso do roxo, uso este facultado pela própria IGMR. Isto não constitui óbice, contudo, para que um clérigo venha a utilizar paramentos negros.
A cor preta sugere: silêncio, morte, poder, misérias, maldade, pessimismo, tristeza, negação, dor, opressão, angústia, introspecção e favorece a auto-análise. Quando brilhante, confere nobreza, distinção, elegância, masculinidade.
Usos simbólicos do preto
Na cultura ocidental a cor negra está associada a morte, trevas, mal e outras conotações negativas. Mas a sua relação com a morte não acontece em algumas culturas orientais onde a cor do luto não é o preto, mas sim o branco.
- Para os anarquistas, a bandeira totalmente negra representa o anti-patriotismo, conduta que faz parte de sua ideologia.
- Na cultura popular, é uma cor muito ligada à vestimenta do Rock'n Roll e alguns de seus sub-gêneros, como o Heavy Metal e a tribo urbana dos góticos.
- Também é uma representação do nada, da ausência ou da escuridão.
O rosa
O rosa, variação mais clara do roxo, representa uma quebra na austeridade do Advento e da Quaresma, simbolizando uma alegria contida, podendo ser usada nos domingos Gaudete (III do Advento) e Lætare (IV da Quaresma), ocasiões em que também poderá ser utilizado o roxo.
Cores para dias festivos[editar | editar código-fonte]
A nova IGMR não repete, em sua edição latina, o texto do antigo nº. 309, que estabelecia: "Em dias de maior solenidade podem ser usadas vestes litúrgicas mais nobres, mesmo que não sejam da cor do dia." Contudo, a manutenção de tal norma subjaz à interpretação do atual nº. 347 (antigo 310), ao estatuir que "As Missas Rituais são celebradas com a cor própria, a branca ou a festiva;". Ora, se as missas rituais podem ser celebradas facultativamente com a cor própria do dia ou com a cor branca ou com a festiva, compreende-se que a festiva seria precisamente aquela espécie de vestes mais nobres, ainda que não sejam da cor do dia, como estava no antigo nº. 309. Um exemplo patente de uso de veste festiva na Liturgia são as cores dourada e prateada em substituição ao branco, uso ademais bastante difundido pelo Brasil e pelo mundo. Outro exemplo interessante foi o uso de uma casula multicolorida por S.S. João Paulo II quando da abertura da Porta Santa no Ano Jubilar de 2000 D.C.
Contudo, deve-se estar atento ao aviso feito na Instrução Redemptionis Sacramentum pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos: “Esta faculdade, que também se aplica adequadamente aos ornamentos fabricados há muitos anos, a fim de conservar o patrimônio da Igreja, é impróprio estendê-las às inovações, para que assim não se percam os costumes transmitidos e o sentido de que estas normas da tradição não sofram menosprezo, pelo uso de formas e cores de acordo com a inclinação de cada um. Quando seja um dia festivo, os ornamentos sagrados de cor dourado ou prateado podem substituir os de outras cores, exceto os de cor preta.
Azul
Cabe também mencionar o uso litúrgico da cor azul para Festas e Solenidades da Santíssima Virgem Maria. O azul não é uma das cores litúrgicas previstas pela IGMR, mas seu uso é largamente difundido no Brasil, Portugal e alhures. A origem de seu uso litúrgico moderno parece remontar a um privilégio papal dado a algumas dioceses espanholas para uso na Solenidade da Imaculada Conceição.
FONTE :
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