- É uma contribuição mensal, proporcional à renda, que demonstra compromisso com a igreja
- É uma doação que pode ser feita em qualquer igreja, sem periodicidade
Falando sobre o dízimo -
Fonte - https://diocesesa.org.br/2019/06/entendendo-o-dizimo-a-partir-do-doc-106-da-cnbb/#:~:text=O%20Papa%20Francisco%20tem%20insistido:%20%E2%80%9CS%C3%B3%20podemos,aquelas%20a%20serem%20realizadas%20na%20pr%C3%B3pria%20comunidade
Quando falamos de dízimo, não falamos apenas sobre dinheiro, antes
devemos entender que o dízimo é parte integrante no processo de
evangelização. A Graça e o Amor de Deus não tem preço e nem são produtos
de comercialização junto aos cristãos. Deus nos oferece tudo de forma
gratuita.
Como cristãos, devemos buscar o sentimento de pertença,
gratidão e de corresponsabilidade das ações pastorais em nossa
comunidade paroquial.
Outro ponto fundamental é compreender que o entendimento consciente
sobre o dízimo colabora para o crescimento da consciência teológica do
indivíduo e da comunidade paroquial, pois o dízimo é fruto da partilha
dos fieis, e a eles pertence, a nível comunitário, paroquial e
diocesano.
Ao assumir o compromisso de contribuir com o dízimo, nos
dispomos a nos encontrar com o Senhor e com a Igreja. Esse duplo
encontro nos convida a uma verdadeira conversão, uma mudança de vida.
Por isso o dízimo será sempre uma oportunidade privilegiada de através
de um gesto concreto exercermos o amor fraterno através do nosso
coração.
O dízimo é um gesto de fé, a fé dá sabor e sentimento ao dízimo. Se não acredito no que professo, o dízimo se torna apenas uma oferta solidária, e nada mais. O cristão, contudo, vai além: porque a Igreja, ao fazer a sua partilha, a faz exercitando a fé. Para ele, a fé vem antes da quantia partilhada. Ele não é cristão porque é dizimista, mas é dizimista porque é cristão. Assim, a quantia partilhada tem um motivo que a antecede: a fé em Jesus como Aquele que dá com fé, ele se enriquece, já que é partilhado com o objetivo de evangelizar.
O dízimo é partilha pois, ao oferecê-lo, contribuímos com parte do que temos. A união das partes oferecidas pelos membros de uma comunidade nos leva a ter condições de investir e sustentar o nosso plano de evangelização. É fundamental esse entendimento que ao partilhar, o dizimista está oferecendo o que é importante para si e para a sua comunidade.
O dízimo é estável e periódico esse é o compromisso de ser dizimista em sua comunidade, o cristão está expressando a sua decisão de ser dizimista fiel. Se não for assim, a sua partilha seria uma oferta, e não dízimo. Para a comunidade paroquial isso é essencial, já que ela deve evangelizar de forma organizada, o que não seria possível se não pudesse prever, pelo menos aproximadamente, a quantia a receber em cada mês. Assim sendo, cabe ao dizimista ser fiel na sua contribuição também quanto à estabilidade e a periodicidade de sua contribuição.
O dízimo é escolha e decisão, logo, ser dizimista é uma opção baseada na liberdade, também a quantia a ser oferecida deve ser decisão do próprio dizimista. A Igreja não diz que deve ser tanto, ou a partir de tanto, ou ainda não menos que tanto. Cabe a cada dizimista fiel tomar essa decisão e decidir com quanto vai contribuir. A Igreja não pode tomar essa decisão por você. Esta decisão deve partir de seu interior, deve ser uma quantia importante para você e para a comunidade. De um modo bem simples no discernimento, todo cristão é chamado a contribuir a partir de sua realidade. Os dez por cento bíblicos, são uma referência à qual todos são convidados a chegar, desde que decidam fazê-lo por convicção. É você que decide ser dizimista e com quanto vai contribuir.
O dízimo é contribuição é muito importante esse entendimento, pois ao implantar a Pastoral do Dízimo no Brasil, os bispos decidiram que ele deve ser uma opção, e não uma obrigação (Doc. 106). Ao se tornar opção, ele é caracterizado pela escolha de cada católico. A Igreja não quer que ninguém seja obrigado a contribuir, mas que o faça livremente e com alegria. Não sendo imposto, mas proposto, o dízimo se torna participação. Cada católico é convidado a sustentar a sua comunidade, seja partilhando dons, carismas, inteligência. Essa partilha deve ser uma opção consciente e generosa. Para tanto, a liberdade é essencial. Todos são chamados a participar, ninguém, contudo, deve ser obrigado a fazê-lo!
As dimensões do dízimo
Religiosa: Pela dimensão religiosa entendemos que somos de Deus: Dele saímos e para Ele voltamos. Sendo o tudo, logo Deus não precisa de nossos bens, já que tudo pertence a Ele. Ao partilhar o dízimo, “dizemos” a Deus que temos consciência de nossa plena e total pertença a Ele, portanto o que partilhamos é um sinal da nossa pertença. É nisso que consiste a espiritualidade do dízimo: ele amadurece e aumenta a nossa comunhão com Deus, já que vivemos conscientes de que a nossa segurança está Nele, e não nos bens que possuímos.
Eclesial: Sabemos que Deus não precisa de nosso dízimo, mas a Igreja presente no mundo sim, ela não tem como evangelizar sem utilizar-se dos instrumentos adequados. Como todo batizado e exercendo o protagonismo dessa Igreja, cabe a nós contribuir para que a missão deixada por Jesus se cumpra. Assim, somos nós, clérigos e leigos, que fazemos com que a comunidade tenha o suficiente para se sustentar, seja comprando velas, seja reformando salas, seja investindo na formação de lideranças. Cabe aos membros de cada comunidade sustentá-la exercendo a espiritualidade do dízimo, nós a fazemos através do dízimo e das ofertas. O dízimo, contudo, deveria ser o suficiente para manter e sustentar o dia a dia da comunidade evangelizadora.
Missionária: Ao acolher o mandato de Jesus de levar o
Evangelho a todas as pessoas (Mt 28,19), entendemos que sendo cristãos,
somos missionários e missionárias. Não temos o direito de ficar
fechados em nossas comunidades sendo uma religiosidade de manutenção.
Devemos sair para ir ao encontro de quem não participa e de quem ainda
não conhece Jesus. Somos uma comunidade missionária quando nos
desacomodamos e vamos ao encontro das pessoas tanto dentro como fora dos
limites de nossa comunidade. O Papa Francisco tem insistido: “Só
podemos nos considerar cristãos de fato se, como Jesus, irmos ao
encontro de todos para anunciar, sem imposição, quem é Jesus e no que
consiste o Evangelho por Ele anunciado”.
Parte do
dízimo deve ser investido nas missões, tanto aquelas a serem realizadas
na própria comunidade, como aquelas a serem efetivadas fora da
comunidade. A comunidade que se acomoda e fica contente com quem já
participa perdeu, ou nunca teve, senso missionário.
Caritativa: Essa dimensão do dízimo leva os
dizimistas a fazer o que Jesus fez: olhar com amor e colocar-se a
serviço dos pobres. Como é possível que adoremos Jesus na Eucaristia e
não o identifiquemos em quem sofre? Essa incoerência sinaliza o quanto
vemos Jesus aqui e não ali. A comunidade dizimista, pela assistência e
pela promoção, serve o pobre gratuitamente. É preocupante que uma
comunidade invista somente em construções, e nem sequer perceba o pobre
que está à sua porta, como o rico e Lázaro na parábola contada por
Jesus. Quem opta pelo dízimo, opta preferencialmente, não
exclusivamente! pelos pobres!
Uma parte do dízimo deve ser destinada
aos necessitados, aos pobres mais pobres. Seja pela assistência, seja
pela promoção. Pela assistência atende-se àquelas necessidades urgentes,
que não podem ser deixadas para amanhã, como alimento, roupa, remédio,
entre outras. Pela promoção investe-se na formação e capacitação, dando
às pessoas condições de terem uma forma de sustento e/ou uma profissão,
como curso de culinária, de preparação para o vestibular, de plantio de
horta, ou ainda o custeio de cursos profissionalizantes.